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Exames / 2021 / Época Especial

Resolução — Época Especial 2021

24 itens, pela ordem normal de resolução

Questão 1.1 • 10 valores
Ligação Química
✓ Resolução

O grupo funcional carboxilo, -COOH, é constituído por um átomo de carbono ligado a um grupo hidroxilo, -OH, e, por uma ligação dupla, a um átomo de oxigénio.

Na fórmula de estrutura do ácido cítrico, Figura 1, identificam-se três destes grupos carboxilo, correspondentes aos três grupos -COOH da molécula; o quarto grupo -OH presente na molécula está isolado, sem o correspondente C=O adjacente, não constituindo um carboxilo.

Na fórmula de estrutura do ácido tartárico, Figura 2, identificam-se dois grupos carboxilo, um em cada extremidade da cadeia.

(D) treˆs e dois grupos funcionais carboxilo.\text{(D) três e dois grupos funcionais carboxilo.}

Questão 1.2 • 10 valores
Aspetos Quantitativos
✓ Resolução

A massa total de sumo obtém-se a partir do volume e da massa volúmica:

m=ρ×V=1,03×75,0=77,25 gm = \rho\times V = 1{,}03\times75{,}0 = 77{,}25\text{ g}

Como o ácido cítrico corresponde a 4,71% desta massa, a massa de ácido cítrico presente é:

maˊcido=4,71100×77,25≈3,638 gm_{ácido} = \dfrac{4{,}71}{100}\times77{,}25 \approx 3{,}638\text{ g}

A quantidade de ácido cítrico correspondente é:

n=mM=3,638192,14≈1,89×10−2 moln = \dfrac{m}{M} = \dfrac{3{,}638}{192{,}14} \approx 1{,}89\times10^{-2}\text{ mol}

n≈1,89×10−2 moln \approx 1{,}89\times10^{-2}\text{ mol}

Questão 1.3 • 10 valores
Aspetos Quantitativos
✓ Resolução

As quantidades iniciais dos dois reagentes são:

nNaHCO3=c×V=0,50×0,080=0,0400 moln_{NaHCO_3} = c\times V = 0{,}50\times0{,}080 = 0{,}0400\text{ mol}
nC6H8O7=c×V=0,50×0,030=0,0150 moln_{C_6H_8O_7} = c\times V = 0{,}50\times0{,}030 = 0{,}0150\text{ mol}

Pela estequiometria da equação, C6H8O7+3NaHCO3→3H2O+3CO2+Na3C6H5O7, seriam necessários 3×0,0150=0,0450 mol de NaHCO3 para reagir com todo o ácido cítrico disponível, mas apenas há 0,0400 mol, pelo que o NaHCO3 é o reagente limitante.

Com base no NaHCO3, e na proporção 3:3 (1:1) entre este e o CO2, a quantidade máxima teórica de CO2 é:

nCO2, max=nNaHCO3=0,0400 moln_{CO_2,\,max} = n_{NaHCO_3} = 0{,}0400\text{ mol}

O rendimento da reação é o quociente entre a quantidade de CO2 efetivamente obtida e esta quantidade máxima teórica:

η(%)=3,6×10−20,0400×100=90%\eta(\%) = \dfrac{3{,}6\times10^{-2}}{0{,}0400}\times100 = 90\%

(B) 90%\text{(B) } 90\%

Questão 1.4.1 • 10 valores
Ácido-Base
✓ Resolução

Sendo Kw constante à temperatura T, uma maior concentração de OH⁻(aq) corresponde sempre a uma menor concentração de H3O⁺(aq), e vice-versa, numa dada solução.

Como a constante de acidez da primeira ionização do H3PO4 é cerca de dez vezes maior do que a do C6H8O7, à mesma temperatura, o ácido fosfórico ioniza-se em maior extensão do que o ácido cítrico, para a mesma concentração inicial.

Por isso, a concentração de H3O⁺(aq) resultante dessa primeira ionização é maior na solução de ácido fosfórico do que na solução de ácido cítrico, sendo, portanto, menor na solução de ácido cítrico.

Como a concentração de H3O⁺(aq) é menor na solução de ácido cítrico, a concentração de OH⁻(aq) nessa solução é, por isso, maior.

A concentrac¸a˜o de OH−(aq) eˊ maior na soluc¸a˜o de aˊcido cıˊtrico, por este se ionizar menos do que o aˊcido fosfoˊrico.\text{A concentração de OH}^-\text{(aq) é maior na solução de ácido cítrico, por este se ionizar menos do que o ácido fosfórico.}

Questão 1.4.2 • 10 valores
Ácido-Base
✓ Resolução

Na primeira ionização do ácido fosfórico, este cede um protão à água, originando o ião H2PO4⁻ e o ião H3O⁺.

Na segunda ionização, é o próprio ião H2PO4⁻ que cede um segundo protão à água, comportando-se como ácido, transformando-se no ião HPO4²⁻ e formando novamente H3O⁺:

H2PO4−(aq)+H2O(l)⇌HPO42−(aq)+H3O+(aq)H_2PO_4^-(aq) + H_2O(l) \rightleftharpoons HPO_4^{2-}(aq) + H_3O^+(aq)

HPO42− e H3O+\text{HPO}_4^{2-}\text{ e H}_3\text{O}^+

Questão 2.1 • 10 valores
Mecânica
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

O declive do gráfico posição-tempo representa, em cada instante, a componente escalar da velocidade. Como o enunciado não especifica o sentido do referencial Oy, a opção correta é aquela cujo padrão de variação do declive é compatível com o gráfico de velocidade dado, independentemente do sinal considerado.

Do gráfico da Figura 3, entre 0 e cerca de 15 s a velocidade aumenta a partir de zero, pelo que o declive do gráfico posição-tempo, em módulo, também deve aumentar progressivamente nesse intervalo, partindo de um valor nulo. A partir desse instante e até aos 30 s, a velocidade mantém-se constante em 50 m/s, pelo que o declive do gráfico posição-tempo deve tornar-se constante nesse troço final.

O único esboço compatível com esta evolução, começando com declive nulo, aumentando progressivamente em módulo, e terminando com declive aproximadamente constante, é o que apresenta uma curva cuja concavidade evolui suavemente até se tornar aproximadamente uma reta.

(B)\text{(B)}

Questão 2.2 • 10 valores
Mecânica
✓ Resolução

No instante t=35 s, o paraquedista desloca-se para baixo, a componente escalar da velocidade no gráfico da Figura 3 é positiva e o movimento é de descida, pelo que o vetor velocidade aponta para baixo.

Neste instante, entre cerca de 34 s e 40 s, a velocidade está a diminuir rapidamente, o declive do gráfico v(t) é negativo, pelo que a aceleração do sistema é negativa. Pela Lei Fundamental da Dinâmica, o vetor força resultante tem o mesmo sentido do vetor aceleração, ou seja, aponta em sentido oposto ao da velocidade.

O único diagrama consistente com esta análise é aquele em que o vetor velocidade aponta para baixo e o vetor força resultante aponta para cima, em sentidos opostos.

(A)\text{(A)}

Questão 2.3 • 10 valores
Energia e Movimentos
✓ Resolução

Em ambos os intervalos de tempo considerados, [20;30] s e [50;60] s, a velocidade do paraquedista mantém-se constante, lida no gráfico da Figura 3 como 50 m/s e 10 m/s, respetivamente. Como a velocidade não varia, a energia cinética também não varia, ΔEc=0, em cada um destes intervalos.

Pelo Teorema da Energia Cinética, a soma dos trabalhos de todas as forças que atuam no sistema, o peso e a resistência do ar, é igual à variação da energia cinética, que é nula em ambos os intervalos:

WF⃗g,1+WR⃗ar,1=0  ⇒  ∣WR⃗ar,1∣=∣WF⃗g,1∣W_{\vec{F}_g,1} + W_{\vec{R}_{ar,1}} = 0 \;\Rightarrow\; |W_{\vec{R}_{ar,1}}| = |W_{\vec{F}_g,1}|

A variação de altura em cada intervalo, de duração Δt=10 s, obtém-se a partir da velocidade constante nesse intervalo:

Δh1=v1×Δt=50×10=500 m  ⇒  ∣WF⃗g,1∣=m g Δh1=5000 m (SI)\Delta h_1 = v_1\times\Delta t = 50\times10 = 500\text{ m} \;\Rightarrow\; |W_{\vec{F}_g,1}| = m\,g\,\Delta h_1 = 5000\,m\text{ (SI)}
Δh2=v2×Δt=10×10=100 m  ⇒  ∣WF⃗g,2∣=m g Δh2=1000 m (SI)\Delta h_2 = v_2\times\Delta t = 10\times10 = 100\text{ m} \;\Rightarrow\; |W_{\vec{F}_g,2}| = m\,g\,\Delta h_2 = 1000\,m\text{ (SI)}

Como, em cada intervalo, o módulo do trabalho da resistência do ar iguala o módulo do trabalho do peso, a razão entre os dois trabalhos da resistência do ar é:

∣WR⃗ar,1∣∣WR⃗ar,2∣=5000 m1000 m=5\dfrac{|W_{\vec{R}_{ar,1}}|}{|W_{\vec{R}_{ar,2}}|} = \dfrac{5000\,m}{1000\,m} = 5

∣WR⃗ar,1∣=5 ∣WR⃗ar,2∣, como se pretendia comprovar.|W_{\vec{R}_{ar,1}}| = 5\,|W_{\vec{R}_{ar,2}}|\text{, como se pretendia comprovar.}

Questão 3.1 • 10 valores
Energia e Movimentos
✓ Resolução

Como o corpo parte do repouso e a força resultante que sobre ele atua é constante ao longo do plano, pelo Teorema da Energia Cinética, a energia cinética do corpo após percorrer uma distância d é igual ao trabalho dessa força resultante, que atua na mesma direção do deslocamento:

∑Wi=ΔEc  ⇔  Ec=FR dcos⁡0∘=FR d\sum W_i = \Delta E_c \;\Leftrightarrow\; E_c = F_R\,d\cos0^\circ = F_R\,d

Esta expressão mostra que Ec é diretamente proporcional a d, com FR como constante de proporcionalidade, ou seja, uma relação linear que passa pela origem.

Ajustando uma reta aos dados experimentais da tabela, convertendo d para metros e Ec para joules, obtém-se, por regressão linear:

Ec≈0,1707 d−6,800×10−4 (SI)E_c \approx 0{,}1707\,d - 6{,}800\times10^{-4}\text{ (SI)}

Comparando com a relação deduzida, o declive desta reta corresponde ao módulo da força resultante, FR≈0,1707 N. A massa do corpo, em quilogramas, é m=189,2×10⁻³=0,1892 kg, pelo que o módulo da aceleração é:

FR=m a  ⇔  a=FRm=0,17070,1892≈0,902 m s−2F_R = m\,a \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{F_R}{m} = \dfrac{0{,}1707}{0{,}1892} \approx 0{,}902\text{ m s}^{-2}

a≈0,902 m s−2a \approx 0{,}902\text{ m s}^{-2}

Questão 3.2 • 10 valores
Mecânica
✓ Resolução

Na ausência de forças dissipativas, atuam no corpo apenas o peso e a força normal exercida pelo plano, perpendicular a este. A força normal não contribui para o movimento ao longo do plano, pelo que a força resultante nessa direção é a componente do peso paralela ao plano, de módulo mg sinα.

Pela Lei Fundamental da Dinâmica, aplicada na direção do plano inclinado:

FR=m a  ⇔  m gsin⁡α=m a  ⇔  sin⁡α=agF_R = m\,a \;\Leftrightarrow\; m\,g\sin\alpha = m\,a \;\Leftrightarrow\; \sin\alpha = \dfrac{a}{g}

(C) sin⁡α=ag\text{(C) } \sin\alpha = \dfrac{a}{g}

Questão 4 • 10 valores
Ondas e Eletromagnetismo
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

Numa onda transversal que se propaga no sentido positivo do eixo Ox, o valor futuro da posição de um ponto fixo, como a boia B, é dado pelo valor atual da perturbação num ponto imediatamente à esquerda desse ponto, uma vez que é essa perturbação que se vai propagar até à posição de B no instante seguinte.

Na Figura 5, no instante ti, a boia B encontra-se num ponto da onda com componente escalar da posição nula, sobre o eixo Ox, situado logo a seguir a um vale da onda. Assim, imediatamente à esquerda de B, a perturbação da onda tem um valor inferior a zero, ainda dentro desse vale.

Por isso, no instante seguinte a ti, a componente escalar da posição da boia, yB, deve começar por diminuir a partir do valor nulo, antes de voltar a aumentar, à medida que o padrão da onda se desloca para a direita.

(A)\text{(A)}

Questão 5.1 • 10 valores
Energia, Fenómenos Térmicos e Radiação
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

A potência da radiação solar recebida pelos painéis fotovoltaicos obtém-se a partir da irradiância e da área total dos painéis:

Er=PA  ⇔  P=Er×A=1,25×6,0=7,50 kWE_r = \dfrac{P}{A} \;\Leftrightarrow\; P = E_r\times A = 1{,}25\times6{,}0 = 7{,}50\text{ kW}

Considerando que uma órbita geoestacionária demora aproximadamente 24 horas, a energia total da radiação solar recebida ao fim de uma órbita é:

E=P×Δt=7,50×103×(24×3600)≈6,48×108 JE = P\times\Delta t = 7{,}50\times10^3\times(24\times3600) \approx 6{,}48\times10^8\text{ J}

Convertendo esta energia para quilowatt-hora, sabendo que 1 kWh=3,6×10⁶ J:

E≈6,48×1083,6×106=1,80×102 kWhE \approx \dfrac{6{,}48\times10^8}{3{,}6\times10^6} = 1{,}80\times10^2\text{ kWh}

O rendimento médio dos painéis é o quociente, em percentagem, entre a energia elétrica útil produzida e a energia total da radiação recebida:

η(%)=22180×100≈12%\eta(\%) = \dfrac{22}{180}\times100 \approx 12\%

(D) 12%\text{(D) } 12\%

Questão 5.2 • 10 valores
Mecânica
✓ Resolução

Para um satélite em órbita circular, a força gravítica exercida pela Terra é a força resultante que lhe permite descrever essa trajetória, pelo que, pela Lei Fundamental da Dinâmica e pela Lei da Gravitação Universal:

Gm mTerrar2=m v2r  ⇔  v2=GmTerrar  ⇔  v=GmTerrarG\dfrac{m\,m_{Terra}}{r^2} = m\,\dfrac{v^2}{r} \;\Leftrightarrow\; v^2 = G\dfrac{m_{Terra}}{r} \;\Leftrightarrow\; v = \sqrt{G\dfrac{m_{Terra}}{r}}

Substituindo o raio da órbita de A, quatro vezes o raio da órbita de B, rA=4rB:

vA=GmTerra4 rB=12GmTerrarB=12 vBv_A = \sqrt{G\dfrac{m_{Terra}}{4\,r_B}} = \dfrac{1}{2}\sqrt{G\dfrac{m_{Terra}}{r_B}} = \dfrac{1}{2}\,v_B

(C) duas vezes menor do que a velocidade de B.\text{(C) duas vezes menor do que a velocidade de B.}

Questão 6.1 • 10 valores
Ondas e Eletromagnetismo
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

Quando um feixe de luz incide na superfície de separação entre dois meios, parte da energia é refletida e parte é refratada, transmitida para o segundo meio, pelo que a potência do feixe refletido é sempre inferior à potência do feixe incidente, e nunca igual a esta.

Quanto à velocidade de propagação, tanto o feixe incidente como o feixe refletido se propagam no mesmo meio, o ar, pelo que têm a mesma velocidade de propagação.

(A) superior ... iguais\text{(A) superior ... iguais}

Questão 6.2 • 10 valores
Ondas e Eletromagnetismo
✓ Resolução

Pela geometria da Figura 6, o ângulo de refração do feixe emergente, medido em relação à normal à segunda face do prisma, é a soma do ângulo assinalado entre esse feixe e a face do prisma com a amplitude do prisma, resultando em 23°+30°=53°.

Aplicando a lei de Snell-Descartes na segunda face do prisma, com o feixe a incidir no vidro sob um ângulo de 30° e a refratar-se para o ar sob um ângulo de 53°, obtém-se o índice de refração do vidro:

nvidrosin⁡30∘=narsin⁡53∘  ⇔  nvidro=1,000×sin⁡53∘sin⁡30∘≈1,597n_{vidro}\sin30^\circ = n_{ar}\sin53^\circ \;\Leftrightarrow\; n_{vidro} = \dfrac{1{,}000\times\sin53^\circ}{\sin30^\circ} \approx 1{,}597

O módulo da velocidade de propagação da luz no vidro é:

nvidro=cv  ⇔  v=3,00×1081,597≈1,879×108 m s−1n_{vidro} = \dfrac{c}{v} \;\Leftrightarrow\; v = \dfrac{3{,}00\times10^8}{1{,}597} \approx 1{,}879\times10^8\text{ m s}^{-1}

Como a frequência da radiação não se altera com a mudança de meio, o comprimento de onda no vidro é:

λ=vf=1,879×1084,74×1014≈3,96×10−7 m\lambda = \dfrac{v}{f} = \dfrac{1{,}879\times10^8}{4{,}74\times10^{14}} \approx 3{,}96\times10^{-7}\text{ m}

λ≈3,96×10−7 m\lambda \approx 3{,}96\times10^{-7}\text{ m}

Questão 7.1 • 10 valores
Energia em Sistemas Elétricos
✓ Resolução

Com o interruptor aberto, o ramo constituído pelo interruptor e por R1 está interrompido, pelo que nenhuma corrente elétrica pode circular em todo o circuito, incluindo no ramo constituído por R2 e R3.

Sem corrente elétrica, não há qualquer queda de tensão em R2 nem em R3, nem no amperímetro ideal, pelo que o ponto Q, ligado à pilha através destes componentes sem qualquer queda de tensão, fica ao mesmo potencial do terminal da pilha a que esse ramo está ligado.

Como não circula corrente, também não há queda de tensão na resistência interna da pilha, pelo que a diferença de potencial entre os seus terminais é igual à força eletromotriz. Sendo P o ponto ligado diretamente ao outro terminal da pilha, a diferença de potencial entre P e Q é igual à força eletromotriz da pilha:

UPQ=ε=9,0 VU_{PQ} = \varepsilon = 9{,}0\text{ V}

Questão 7.2 • 10 valores
Energia em Sistemas Elétricos
✓ Resolução

Como R2 e R3 têm a mesma resistência e estão ligadas em paralelo, estando por isso sujeitas à mesma diferença de potencial, são percorridas pela mesma intensidade de corrente. Sendo o amperímetro ideal, colocado em série com R3, a corrente que este regista, 0,25 A, é igual à que atravessa R2:

IR2=IR3=0,25 AI_{R_2} = I_{R_3} = 0{,}25\text{ A}

A corrente total fornecida pela pilha, que atravessa R1 antes de se dividir por R2 e R3, é a soma destas duas correntes:

Itotal=IR2+IR3=0,25+0,25=0,50 AI_{total} = I_{R_2}+I_{R_3} = 0{,}25+0{,}25 = 0{,}50\text{ A}

A diferença de potencial nos terminais da pilha, aplicada ao conjunto dos três componentes resistivos, é:

U=ε−r Itotal=9,0−1,5×0,50=8,25 VU = \varepsilon - r\,I_{total} = 9{,}0 - 1{,}5\times0{,}50 = 8{,}25\text{ V}

A potência total dissipada nos três componentes puramente resistivos é:

P=U×Itotal=8,25×0,50≈4,1 WP = U\times I_{total} = 8{,}25\times0{,}50 \approx 4{,}1\text{ W}

P≈4,1 WP \approx 4{,}1\text{ W}

Questão 8 • 10 valores
Estrutura Eletrónica
✓ Resolução

Ao longo de um mesmo período da tabela periódica, da esquerda para a direita, a carga nuclear aumenta sem que os eletrões passem a ocupar uma camada adicional, pelo que a atração exercida pelo núcleo sobre os eletrões de valência aumenta. Como o oxigénio se situa mais à direita do período do que o carbono, a energia de ionização do átomo de oxigénio é superior à do átomo de carbono.

A energia de ionização é tanto maior quanto mais fortemente ligado, isto é, quanto menor for a energia do eletrão removido. Assim, uma maior energia de ionização corresponde a uma menor energia dos eletrões de valência mais energéticos.

Como a energia de ionização do oxigénio é maior do que a do carbono, a energia dos eletrões de valência mais energéticos do átomo de oxigénio é, por isso, menor do que a energia dos eletrões de valência mais energéticos do átomo de carbono.

A energia dos eletro˜es de valeˆncia mais energeˊticos do oxigeˊnio eˊ menor do que a do carbono, pois o oxigeˊnio tem maior energia de ionizac¸a˜o.\text{A energia dos eletrões de valência mais energéticos do oxigénio é menor do que a do carbono, pois o oxigénio tem maior energia de ionização.}

Questão 9.1 • 10 valores
Estrutura Eletrónica
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

As transições de menor energia para os níveis n=2 e n=3 são, respetivamente, as transições a partir do nível imediatamente superior, ou seja, n=3→n=2, com energia 3,0×10⁻¹⁹ J, e n=4→n=3, com energia 1,1×10⁻¹⁹ J, tal como indicado no enunciado.

Estes dois valores excluem, desde logo, as opções (A) e (B), que atribuem a estas mesmas transições um valor diferente, 1,9×10⁻¹⁹ J.

A diferença de energia entre os níveis n=4 e n=2 corresponde à soma das duas transições sucessivas, n=4→n=3 seguida de n=3→n=2, uma vez que a energia total libertada ao descer do nível 4 até ao nível 2 é independente do percurso:

ΔE4→2=ΔE4→3+ΔE3→2=1,1×10−19+3,0×10−19=4,1×10−19 J\Delta E_{4\to2} = \Delta E_{4\to3} + \Delta E_{3\to2} = 1{,}1\times10^{-19} + 3{,}0\times10^{-19} = 4{,}1\times10^{-19}\text{ J}

(C) n=4 e n=2 eˊ 4,1×10−19 J\text{(C) } n=4\text{ e }n=2\text{ é } 4{,}1\times10^{-19}\text{ J}

Questão 9.2 • 10 valores
Transformações Químicas
✓ Resolução

A quantidade de CH4 correspondente aos 50,0 g fornecidos é:

M(CH4)=12,01+4×1,01=16,05 g mol−1  ⇒  n=50,016,05≈3,115 molM(CH_4) = 12{,}01+4\times1{,}01 = 16{,}05\text{ g mol}^{-1} \;\Rightarrow\; n = \dfrac{50{,}0}{16{,}05} \approx 3{,}115\text{ mol}

Como a combustão destes 3,115 mol de CH4 liberta 2500 kJ, a energia libertada por mole de CH4 é:

E=25003,115≈802,6 kJ mol−1E = \dfrac{2500}{3{,}115} \approx 802{,}6\text{ kJ mol}^{-1}

Pela equação química, CH4(g)+2O2(g)→CO2(g)+2H2O(g), a variação de entalpia da reação, por mole de CH4, é igual à energia das ligações quebradas nos reagentes menos a energia das ligações formadas nos produtos:

ΔH=[4 E(C−H)+2 E(O=O)]−[2 E(C=O)+4 E(O−H)]\Delta H = \big[4\,E(C{-}H) + 2\,E(O{=}O)\big] - \big[2\,E(C{=}O) + 4\,E(O{-}H)\big]

Substituindo os valores conhecidos, com ΔH=-802,6 kJ/mol, uma vez que a reação liberta energia:

−802,6=[4×414+2 E(O=O)]−[2×799+4×460]-802{,}6 = \big[4\times414 + 2\,E(O{=}O)\big] - \big[2\times799 + 4\times460\big]
−802,6=1656+2 E(O=O)−3438  ⇔  E(O=O)≈490 kJ mol−1-802{,}6 = 1656 + 2\,E(O{=}O) - 3438 \;\Leftrightarrow\; E(O{=}O) \approx 490\text{ kJ mol}^{-1}

E(O=O)≈490 kJ mol−1E(O{=}O) \approx 490\text{ kJ mol}^{-1}

Questão 10.1 • 10 valores
Gases e Dispersões
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

Pela lei de Avogadro, os quatro recipientes, com o mesmo volume e nas mesmas condições de pressão e temperatura, contêm o mesmo número de moléculas, n.

O recipiente 2, com O2, molécula diatómica, tem 2n átomos. O recipiente 3, com CO2, molécula triatómica, tem 3n átomos. O recipiente 4, com hélio, monoatómico, tem n átomos.

O recipiente 1, com uma mistura de N2 e O2, ambas moléculas diatómicas, tem sempre 2n átomos, independentemente da proporção da mistura, uma vez que cada uma das n moléculas, seja N2 ou O2, contribui sempre com 2 átomos.

Assim, os recipientes 1 e 2 têm ambos 2n átomos, o mesmo número total de átomos.

(A) 1 e 2.\text{(A) 1 e 2.}

Questão 10.2 • 10 valores
Gases e Dispersões
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

Pela lei de Avogadro, nas mesmas condições de pressão e temperatura, os quatro recipientes, todos com o mesmo volume, contêm a mesma quantidade de matéria total de gás, n.

O recipiente 2, com O2 puro, tem massa n×M(O2)=32,00n. O recipiente 3, com CO2 puro, tem massa n×M(CO2)=44,01n, superior à do recipiente 2.

O recipiente 1 contém uma mistura de N2 e O2, com massa molar média entre M(N2)=28,02 e M(O2)=32,00, ou seja, inferior a 32,00, pelo que a sua massa total é inferior à do recipiente 2, que é constituído apenas pelo componente mais pesado dessa mistura.

Ordenando por massa crescente: recipiente 1, com massa molar média inferior a 32,00, seguido do recipiente 2, com 32,00, seguido do recipiente 3, com 44,01.

(B) 1<2<3\text{(B) } 1 < 2 < 3

Questão 11.1 • 10 valores
Oxidação-Redução
✓ Resolução

No PbCl2, atribuindo -1 ao cloro, o número de oxidação do chumbo é: x+2×(-1)=0 ⇔ x=+2.

No PbO2, atribuindo -2 ao oxigénio, o número de oxidação do chumbo é: x+2×(-2)=0 ⇔ x=+4.

Δ(n.o.Pb)=(+4)−(+2)=+2\Delta(n.o._{Pb}) = (+4) - (+2) = +2

(D) +2\text{(D) +2}

Questão 11.2 • 10 valores
Oxidação-Redução
⚠ Item do grupo opcional: das 8 respostas deste grupo, só as 4 com melhor pontuação contam para a classificação final.
✓ Resolução

Quando uma placa metálica sofre corrosão numa solução com iões de outro metal, é porque o metal da placa tem maior poder redutor do que o metal cujos iões estão em solução, reduzindo-os e oxidando-se a si próprio.

Como a placa de zinco sofreu corrosão na presença de iões Pb2+(aq), o zinco reduziu esses iões, pelo que o poder redutor do Zn(s) é superior ao do Pb(s), e, por consequência, o poder oxidante do ião Zn2+(aq), o produto dessa oxidação, é inferior ao do ião Pb2+(aq).

Como a placa de cobre não sofreu corrosão nessa mesma solução, o cobre não conseguiu reduzir os iões Pb2+(aq), pelo que o poder redutor do Cu(s) é inferior ao do Pb(s), e o poder oxidante do ião Cu2+(aq) é superior ao do ião Pb2+(aq).

Combinando as duas conclusões, o poder oxidante dos iões metálicos envolvidos ordena-se como Cu2+ > Pb2+ > Zn2+, pelo que o poder oxidante do Zn2+(aq) é inferior ao do Cu2+(aq).

(C) o poder oxidante do Zn2+(aq) eˊ inferior ao do Cu2+(aq).\text{(C) o poder oxidante do Zn}^{2+}\text{(aq) é inferior ao do Cu}^{2+}\text{(aq).}